Home / Regularização de cursos de água

Regularização de cursos de água

Chuvas geram recursos hídricos, mas, em geral, são mal distribuídas ao longo das estações e ocorrem em função de fenômenos naturais e não em conformidade com as necessidades demandadas pela sociedade. Para haver garantia do uso dos recursos hídricos para quaisquer das muitas finalidades ao longo de todo o ano ou ao longo de uma sequência de anos de intensas estiagens, faz-se necessária uma certa regularização das vazões nos corpos hídricos.

 

Para tanto é necessário o armazenamento de água que se faz através de caixas d’água no nível pessoal, ou de reservatórios de acumulação que podem ser formados por barragens a céu aberto, mais frequentemente utilizadas, ou barragens subterrâneas que são aplicáveis em regiões de seca intensa, como no Polígono das Secas no Nordeste brasileiro.

 

São inúmeros exemplos de benefícios proporcionados pelas barragens na regularização de vazões. Um exemplo marcante de reservatório para regularização de vazões é dado pela barragem de Furnas no rio Grande, na bacia do rio Paraná. Na época em que foram iniciadas as implantações de grandes hidrelétricas no Brasil, na parte alta da bacia hidrográfica foi instalado este grande reservatório de regularização que possibilitou o desenvolvimento de uma sucessão de 13 grandes usinas hidrelétricas em cascata desde a região sul de Minas Gerais até a região sul do território brasileiro. As usinas a jusante de Furnas puderam ser economicamente implantadas por aproveitarem a regularização de vazões que o grande reservatório de montante passou a propiciar ao garantir, mesmo numa longa sucessão de estiagens rigorosas, condições adequadas para manter o atendimento à demanda por água e energia elétrica.

 

Outro exemplo contundente é o reservatório formado pelas barragens de Paraitinga e Paraibuna, na alta bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul. Nas suas condições naturais, o rio Paraíba do Sul apresentava um regime muito variável, atravessando uma região crescentemente povoada em inúmeras cidades de porte, além de haver demandas para abastecimento de água para as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Tornou-se necessária a implantação de um grande reservatório que regularizasse as vazões a jusante, indispensável para o desenvolvimento das importantes cidades paulistas, fluminenses e mineiras da bacia do rio Paraíba do Sul. Sem esta regularização, não haveria como garantir abastecimento de água às populações e às indústrias e à região metropolitana do Rio de Janeiro, das cidades da Baixada Fluminense e da garantia de abastecimento da região metropolitana de São Paulo. Além desse benefício fundamental, esse grande reservatório propiciou a instalação de uma sucessão de usinas hidrelétricas a jusante (que se beneficiam das vazões regularizadas) além de minimizar riscos de inundação em região que presentemente é densamente povoada ao longo do Vale do Paraíba.

 

Fonte: CBDB, 2025.

NOTÍCIAS

Edital de Abertura do Período Eleitoral do CBDB

Capacitação técnica fortalece a segurança de barragens no Rio Grande do Sul!

WORKSHOP: Usinas Hidrelétricas Reversíveis (UHRs)

Live - CT-1: Registro e Documentação de Barragens a favor da comunidade técnica nacional

Chengdu, China Declaração Mundial da ICOLD

DAMSWEEK em Porto Alegre, para o RS!

ABMS 75 ANOS - Programação

Jornada de SPANCOLD sobre - PRESAS Y PROTECCIÓN CONTRA INUNDACIONES - (MIÉRCOLES, 2 DE JULIO DE 2025)

Nota de Falecimento - Eng. Nelson Luiz de Sousa Pinto

DAMSWEEK 2025 - Inscrições Abertas

DAMSWEEK 2025 - 100 dias

22 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DA ÁGUA

DAM WORLD 2025 Conference - Updates

THE DAMS - Newsletter Icold Edition #23 - 2025

Invitation to the 28th ICOLD Congress and 93rd Anual Meeting, Chengdu, China, 2025

EDITORIAIS

Observações sobre documento do Greenpeace

Reservatórios de usos múltiplos

Navegação interior possibilitada por barragens

A legislação de segurança de barragens: Um breve histórico e desafios

Ação de esclarecimento do CBDB junto à imprensa - Quem é o COMITÊ BRASILEIRO DE BARRAGENS – CBDB

Usinas Hidrelétricas Reversíveis

RESERVATÓRIOS. Sua importância na redução Da emissão dos gases efeito estufa - GEE

Editorial - RBE - Nº08

Editorial - RBE - Nº09

Editorial - RBE - Nº10

Editorial - RBE - Nº11

Editorial - RBE - Nº12

Editorial - RBE - Nº13

Editorial - RBE - Nº14

Editorial - RBE - Nº15

Editorial - RBE - Nº16

Editorial - RBE - Nº17

Editorial - RBE - Nº18

Editorial - RBE - Nº19

HOLOFOTES

ICMS na produção de energia por hidrelétricas

Atualização dos Inventários Hidroenergéticos dos rios brasileiros

Reservatórios e Segurança Hídrica: As deficiências infraestuturas brasileiras são substanciais

Projetos estruturas para a infraestrutura brasileira

Horizonte e perspectivas do controle de cheias no Brasil

Mariana e Brumadinho: Defesa Civil somos todos nós!

Armazenar mais água: obrigação inescapável do Brasil

A Crise Hídrica de 2021

Transição e “descarbonização” energética no século XXI: A terceira revolução industrial

Tendências, perspectivas e desafios na gestão de barragens e rejeitos de mineração

Exemplos de benefícios socioambientais propiciados por barragens

A Defesa Civil no Brasil e os Grandes Desafios do Século XXI

A transição energética e as mudanças climáticas: A necessidade de discutir e sedimentar conhecimento

Uma reflexão sobre os desafios da matriz elétrica brasileira

O Rio Grande do Sul em foco: Cooperação, Resiliência e Segurança de Barragens em tempos de crise climática.

A importância dos Comitês Técnicos do CBDB e do ICOLD