CURSO DEFINIÇÃO DE NÍVEIS DE CONTROLE DA INSTRUMENTAÇÃO EM BARRAGENS: ANÁLISE CRÍTICA E DISCUSSÃO DE DIRETRIZES
CURSO BÁSICO DE CURTA DURAÇÃO
Título: DEFINIÇÃO DE NÍVEIS DE CONTROLE DA INSTRUMENTAÇÃO EM BARRAGENS: ANÁLISE CRÍTICA E DISCUSSÃO DE DIRETRIZES
Data: 17 a 19 de novembro de 2026
Horário: 19:00 às 22:30
Carga horária: 10 horas.
Turma: 1 (uma) turma de 50 participantes.
Instrutor(es): Maria Regina Moretti
RESUMO
Os níveis de controle para a instrumentação de barragens são relevantes no contexto da avaliação da segurança dessas estruturas ao longo da construção, do enchimento do reservatório, da fase de operação e, quando aplicável, da descaracterização. Seu estabelecimento envolve premissas conceituais e metodológicas, hipóteses, simplificações, subjetividades e limitações que nem sempre são explicitadas de forma adequada. Quando utilizados de forma automática, como simples critérios de “passa/não passa”, dissociados da necessária avaliação técnica do comportamento da barragem, esses níveis podem deixar de cumprir seu papel de apoio e passar a introduzir riscos.
Este curso propõe uma análise crítica dos modelos, dos referenciais, da nomenclatura e das aplicações utilizadas na definição de níveis de controle, incluindo abordagens determinísticas, probabilísticas, empíricas e também aquelas baseadas na transposição de dados e referências da bibliografia técnica. Serão discutidos as hipóteses e premissas, os alcances, as limitações e o risco associados a essas diferentes abordagens.
A partir dessa discussão, serão examinadas as práticas que vêm sendo adotadas no estabelecimento desses níveis em barragens, inclusive por meio de exemplos reais que evidenciam simplificações recorrentes, hipóteses e premissas pouco realistas, fragilidades conceituais e de modelagem, tratamento insuficiente de modos de falha distintos da estabilidade, ambiguidades de nomenclatura e a naturalização de limites numéricos cuja aparente objetividade muitas vezes mascara sua dissociação do comportamento efetivo da estrutura, seja em âmbito local, seja na avaliação do seu comportamento global.
Também será abordado o tratamento dado ao tema na regulamentação aplicável, com destaque para diferenças de enfoque entre os diversos órgãos reguladores. O minicurso busca oferecer aos participantes uma visão estruturada e crítica sobre o assunto e, a partir dessa base, apresentar sugestões para o estabelecimento de níveis de controle, ressaltando sempre que esses níveis devem ser compreendidos como ferramentas de apoio à avaliação técnica, cuja utilidade depende do contexto da barragem e seus contornos, da consistência dos dados disponíveis, da adequada interpretação e do julgamento de engenharia.
MINICURRÍCULO:
Maria Regina Moretti é engenheira civil e mestre em Engenharia Civil, na área de Geotecnia, pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Atua há mais de quatro décadas em geotecnia, com ênfase em barragens, barragens de rejeito, instrumentação e segurança de barragens, desvio de rios, estabilidade e tratamento de taludes e aterros sobre solos moles. Ao longo de sua trajetória profissional, desenvolveu atividades de projeto, consultoria, assessoria técnica a obras, revisão periódica e avaliação de segurança de barragens, além de coordenação de projetos civis e ambientais. É também professora e palestrante em cursos de graduação, pós-graduação, especialização e atualização profissional na área de barragens e geotecnia.
Material didático: Apresentações em powerpoint a serem disponibilizadas para os alunos.
Realização: Treinamento on-line.
Tabela de Valores:
ASSOCIADO CBDB R$ 975,00
NÃO ASSOCIADO R$ 1.300,00
SÓCIO ESTUDANTE R$ 750,00
Informações: cursos@cbdb.org.br